Jenifer Milbratz e Cleiton Stainzack são moradores de Pomerode, cidade no Vale do Itajaí conhecida como mais alemã do Brasil. Ministério Público foi acionado e diz que analisa a manifestação
O casal de influenciadores catarinenses Jenifer Milbratz e Cleiton Stainzack foi alvo de denúncia no Ministério Público por xenofobia após publicar um vídeo com “requisitos” para morar no estado. A informação é do g1.
O vídeo, feito no perfil de Jenifer gerou forte repercussão e críticas nas redes sociais. O MPSC foi acionado pela vereadora Ingrid Sateré Mawé (Psol), de Florianópolis, e diz que analisa a manifestação.
O vídeo publicado em 10 de julho já acumula mais de 5,1 milhões de visualizações e lista o que seriam as quatro “verdades” sobre o povo catarinense.
O casal afirma que Santa Catarina não acolhe pessoas alinhadas com pautas como “agenda woke, ideologia de gênero e assistencialismo estatal”.
A declaração levou internautas a resgatarem informações de que Jenifer recebeu auxílio emergencial do governo federal em 2020 e 2021, durante a pandemia, justamente o tipo de assistencialismo que critica no vídeo.
O casal é morador de Pomerode, cidade no Vale do Itajaí conhecida como mais alemã do Brasil, em função da forte imigração germânica. A arquitetura remete às construções do país, e a língua é falada por mais da metade da população.
Quem é o casal
Jenifer, de 32 anos, se apresenta como cristã, conservadora e ex-feminista, e compartilha conteúdos sobre maternidade, cultura alemã e temas políticos nas redes sociais. Cleiton, também de 32, se identifica como empreendedor, pai, marido e seguidor de Jesus.
O casal estava junto desde os 15 anos e tem dois filhos. Na quarta-feira (16), Jenifer publicou um novo vídeo revelando que o casal está divorciado, mas afirmou que Cleiton é “o seu milagre”.
Em fevereiro, eles participaram de um debate na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) após a polêmica de outro vídeo, intitulado “como fazer um bebê alemão”, que associava traços físicos a características germânicas e foi acusado de racismo.
Jenifer se defendeu dizendo que fazia apenas referência ao costume local de chamar crianças de “alemãozinhos”.






