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VIDEO Menina de 11 anos reage a assédio de motociclista em Barra Velha

Reprodução

Suspeito parou moto e perguntou se a criança era solteira; menina estava sozinha e já era noite

A esperteza de uma menina de 11 anos de idade, que não apenas notou uma abordagem estranha de um motociclista, mas também gravou o possível assédio sofrido, chamou atenção nas redes sociais nesta segunda-feira, em Barra Velha.

A menina acionou o celular à noite, ao sofrer a abordagem de um motoqueiro desconhecido no bairro Quinta dos Açorianos.

Na gravação, é possível ouvir o suspeito oferecendo carona para ela, que teria disfarçado ao acionar o celular. O vídeo aparece tremido, indicando ser início da noite; o áudio, entretanto, reproduz boa parte da conversa.

A menina recusa a proposta, dizendo que mora perto de onde ele a chamou. O motociclista chega a perguntar se ela é “solteira”, e ela responde com firmeza: “Moço, você tem quantos anos? Eu tenho 10”. Segundo o repórter Fernando Schroeder, do portal Barra Velha Online, ao ouvir essa resposta o suspeito acelera a moto e sai.

Fernando observou ao DIARINHO que sabe o ponto exato onde houve a abordagem, e aponta que a criança tem 11 anos – o que não muda a suspeição do ato. O repórter foi o primeiro a divulgar o vídeo, a pedido da família, que pretende investigar e descobrir o autor do assédio.

Bairro distante

Nas redes sociais, internautas perguntaram o que uma menina de 10 anos fazia sozinha à noite num bairro distante de Barra Velha (a Quinta dos Açorianos fica a quatro quilômetros do centro e tem muitos lotes vagos ainda, passando por um processo de crescimento urbano acentuado na última década).

Os familiares teriam justificado que a criança mora perto de onde estava. “Por isso não deixo minha filha ir até a esquina sozinha, não dá mais para confiar em ninguém”, reforçou Analia Gervasoni, mãe e moradora do bairro.

O caso serve como alerta importante para os pais, responsáveis e toda a comunidade local – a moradora Karina Azevedo é uma delas. Ela integra a associação de moradores do bairro e pediu “mais vigilância” por parte dos pais. “Redobrem a atenção com seus filhos, especialmente no período da noite”, considerou.

A lei brasileira, através do Estatuto da Criança e do Adolescente (Eca), não proíbe explicitamente crianças e adolescentes de andarem na rua à noite.

No entanto, estabelece que crianças e adolescentes têm direito à convivência familiar e comunitária, e que o poder público deve oferecer serviços para protegê-los, especialmente em situações de risco.

O estatuto também prevê a possibilidade de intervenção em casos de conduta errada por parte de pais ou responsáveis. (Com informações Diarinho)