Discussão sobre vale-alimentação termina em bate-boca no plenário da Câmara de Penha
A sessão da Câmara de Vereadores foi marcada por um debate caloroso entre os vereadores Diego Matiello e Maurício Brockveld, ambos do MDB, após a discussão de um projeto relacionado ao vale-alimentação dos servidores do Legislativo.
A polêmica começou quando o vereador Maurício Brockveld afirmou na tribuna que pretende retirar sua assinatura de um projeto apresentado pela Mesa Diretora. Segundo ele, a proposta elevaria o vale-alimentação dos servidores da Câmara de R$ 900 para R$ 1.300.
Durante sua fala, Maurício questionou a diferença entre os benefícios pagos aos servidores do Legislativo e aos funcionários da Prefeitura.
“Hoje, um funcionário público ganha R$ 300 de vale-alimentação. O professor, aquele senhorzinho que trabalha na Secretaria de Obras, recebe R$ 300. Vocês acham justo um funcionário da Câmara ganhar R$ 1.300 de vale-alimentação? Eu não acho justo”, declarou.
A manifestação provocou reação imediata do presidente da Câmara, Diego Matiello, que utilizou uma questão de ordem para rebater as declarações do colega.
Matiello classificou como “mentira” a afirmação de que estaria ocorrendo aumento do benefício. Segundo ele, o custo atual do vale-alimentação para a Câmara já gira em torno de R$ 1.330 a R$ 1.350 por servidor.
“O servidor hoje já custa esse valor à Câmara. Ninguém está dando aumento. O que está sendo feito é uma mudança na forma de cálculo dos descontos de Imposto de Renda e INSS, fazendo com que mais recurso permaneça com o servidor em vez de ser destinado ao governo federal”, afirmou.
O presidente também criticou a postura do parlamentar que eria assinado o projeto e posteriormente passou a questioná-lo para fazer “média com os servidores”, alegando que os documentos deveriam ser analisados antes da assinatura.
“O que está sendo feito, o que foi proposto pela comissão de avaliação, eu botei em pauta, a mesa aceitou, então o vereador que assinou, se assinou é porque leu o projeto, então eu vim agora aqui falar que assinou sem ler, então tem a mais responsabilidade que os assinatores.”
A discussão elevou o tom no plenário, com interrupções e troca de acusações entre os vereadores.
Enquanto Maurício sustenta que a proposta representa um aumento no benefício, Diego defende que se trata apenas de uma adequação técnica sem impacto adicional nos custos da Câmara.



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