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Sapo na calçada e buracos na rua: protesto irônico escancara abandono de obras em Balneário Piçarras

Divulgação/redesocial

Imagem simbólica viraliza e vira alusão direta ao secretário de Obras, Artur Felipe, diante de reclamações ignoradas da população

Um protesto silencioso, mas carregado de ironia, chamou a atenção de moradores de Balneário Piçarras nos últimos dias.

Em uma calçada, um boneco de sapo aparece “descansando” sobre um banco improvisado, acompanhado de um cartaz escrito à mão: “Artur, secretário de obras, esperando”.

A cena, registrada em imagem que rapidamente circulou nas redes sociais, virou símbolo do sentimento de abandono enfrentado por quem convive diariamente com buracos, ruas esburacadas e promessas não cumpridas.

A alusão é direta ao secretário de Obras do município, Artur Felipe, que tem sido alvo constante de críticas pela demora — ou ausência — de soluções em problemas básicos de infraestrutura.

O sapo imóvel representa, para muitos moradores, a sensação de espera eterna: pedidos protocolados, reclamações feitas e visitas prometidas que nunca se concretizam.

A imagem ganha ainda mais força quando confrontada com relatos da população.

Em vídeo e áudio encaminhados à reportagem, o morador Alexandre, da Rua Rio Grande do Sul, nº 1273, desabafa ao citar buracos que se multiplicam na via, por onde passam ônibus diariamente.

Segundo ele, o secretário teria sido avisado anteriormente e garantido que o problema seria resolvido. Parte da rua recebeu reparos, mas o trecho final — justamente o mais crítico — foi simplesmente ignorado.

“Já tinha falado pra ti. Disseram que iam tampar o buraco, mas só fizeram o começo da rua. Aqui NO final não fizeram nada”, relata o morador, apontando para crateras que acumulam água e risco

Enquanto isso, o “sapo do secretário” segue ali, parado, como metáfora perfeita da gestão que, aos olhos da população, parece imóvel diante das demandas urgentes.

O protesto improvisado expõe não apenas o desgaste da Secretaria de Obras, mas também a falta de respostas oficiais claras e efetivas.

A pergunta que ecoa nas ruas — e agora também nas redes — é simples e incômoda: até quando Balneário Piçarras vai continuar esperando?