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REVIRAVOLTA NO TSE: Ministro André Mendonça trava julgamento que pode cassar prefeito e vice de Penha após placar de 3 a 0

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Voto recente de Dias Toffoli formou maioria parcial pela perda de mandato de Luizinho e Mário Moser; pedido de vista paralisa a votação e dá fôlego temporário à gestão municipal

O julgamento que pode resultar na cassação do prefeito de Penha, Luiz Américo Pereira, o Luizinho, e de seu vice, Mário Dionísio Moser, sofreu uma reviravolta no plenário virtual do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Após o ministro Dias Toffoli acompanhar o voto da relatora e contribuir para um placar parcial de 3 a 0 pela cassação da chapa, o ministro André Mendonça apresentou um pedido de vista, interrompendo temporariamente a análise do processo.

Na prática, o pedido de vista funciona como uma pausa no julgamento. Com a medida, o processo deixa de ser analisado até que o ministro examine os autos e apresente seu voto. Enquanto isso, a atual administração municipal permanece no comando de Penha.

Placar parcial no TSE

Até o pedido de vista, o julgamento apresentava um resultado diferente daquele registrado no Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), que havia decidido pela manutenção dos mandatos da chapa por 5 votos a 2.

No TSE, a relatora do processo, ministra Estela Aranha, votou pelo provimento do recurso para cassar os diplomas e declarar a inelegibilidade dos envolvidos.

O entendimento foi acompanhado integralmente pelos ministros Antonio Carlos Ferreira e Dias Toffoli.

Como está a votação

Pela cassação — 3 votos:

  • Estela Aranha — relatora;
  • Antonio Carlos Ferreira;
  • Dias Toffoli.

Divergentes — 0 votos:

  • Nenhum voto contrário registrado até o momento.

Aguardando voto — 4 ministros:

  • André Mendonça — responsável pelo pedido de vista;
  • Floriano de Azevedo Marques;
  • Nunes Marques;
  • Ricardo Villas Bôas Cueva.

Entenda o caso

A disputa judicial envolve a eleição municipal de 2024, quando a chapa de Luizinho venceu o pleito por uma diferença de 129 votos em relação ao segundo colocado.

A ação apresentada pela oposição aponta supostos abusos de poder político e econômico durante a campanha eleitoral.

Entre os pontos discutidos no processo está uma manifestação pública do deputado estadual Ivan Naatz (PL), na qual, segundo a acusação, teria sido condicionada a destinação de R$ 5 milhões em recursos para Penha à vitória eleitoral da chapa de Luizinho.

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) também apresentou parecer favorável à cassação da chapa e à declaração de inelegibilidade.

O que acontece agora?

Com o pedido de vista, o julgamento fica temporariamente interrompido. A retomada dependerá da devolução do processo pelo ministro André Mendonça, observados os prazos previstos no regimento interno do TSE.

Caso, ao final do julgamento, a maioria dos ministros confirme a cassação do prefeito e do vice, poderão ocorrer consequências previstas na legislação eleitoral, incluindo a perda dos mandatos e a realização de novas eleições, conforme as circunstâncias e decisões posteriores do próprio tribunal.

Em eventual vacância dos cargos, o presidente da Câmara Municipal de Penha poderá assumir interinamente o Poder Executivo até a realização de um novo pleito, conforme as regras aplicáveis ao caso.