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Rede de esgoto: essencial para saúde, educação e qualidade de vida  

A ausência de uma rede de esgoto adequada vai muito além do desconforto visual e do mau cheiro

Ela impacta diretamente na saúde pública, no meio ambiente e até mesmo nos níveis de escolaridade da população.

A constatação é reforçada por Reginalva Mureb, presidente da Águas de Penha, concessionária responsável pelo serviço no município.

Segundo a executiva, o acesso ao saneamento básico, especialmente ao serviço de coleta e tratamento de esgoto, traz benefícios que transformam realidades.

“Além de prevenir doenças e reduzir a poluição dos corpos hídricos, o saneamento em cidades como Penha contribui para avanços significativos na educação”, explica Reginalva.

De acordo com estudos do Instituto Trata Brasil, crianças que vivem em áreas com infraestrutura de esgoto adequada chegam a ter, em média, dois anos a mais de escolaridade do que aquelas que moram em regiões sem esse serviço.

Isso ocorre porque ambientes insalubres favorecem a disseminação de doenças, o que acarreta em faltas escolares frequentes — especialmente entre estudantes em situação de vulnerabilidade social.

Os dados revelam um cenário preocupante: cerca de 100 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à coleta de esgoto. Apenas 49% de todo o esgoto gerado no país recebe tratamento. No cenário global, a situação também inspira atenção.

Um relatório conjunto da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) aponta que 60% da população mundial não tem acesso a um sistema de saneamento seguro.

Melhorar o acesso ao saneamento básico é uma prioridade que exige investimentos públicos e privados, planejamento urbano e políticas públicas eficazes.

“O saneamento é um pilar fundamental para a cidadania e para o desenvolvimento social”, completa.