Advogada Tatiane Felício deixa cargo na Câmara de Penha em sua segunda passagem pelo Poder Legislativo; Em Balneário Piçarras, ela também ocupou função de confiança a convite do prefeito Tiago Baltt (MDB) e sua saída foi cercada de polêmica e controversas
A Câmara de Vereadores de Penha voltou a ser palco de polêmica. A advogada Tatiane Felício foi exonerada do cargo após ter seu nome ligado a um suposto esquema de “rachadinha” de diárias. Junto com ela, também perdeu a função o então chefe de gabinete, Fabrício de Liz.
De acordo com informações apuradas, Tatiane recebeu cerca de R$ 29.719,56 durante o período em que atuou na Câmara. Só em 2025, em aproximadamente quatro meses, foram R$ 23.398,76. Já em 2026, os valores somam R$ 6.320,80.
“VELHA CONHECIDA” DA POLÍTICA LOCAL
Conhecida como “Tati”, a advogada não é novata nos bastidores do poder. Ela já ocupou cargo de confiança no primeiro mandato do prefeito Tiago Baltt (MDB), entre 2021 e 2024, quando atuou como secretária executiva de Governo.
Na época, sua saída do cargo foi cercada de versões controversas. Oficialmente, a Prefeitura informou que Tatiane teria sido indicada para uma vaga na AMFRI, com o objetivo de ampliar sua atuação regional.
BASTIDORES POLÊMICOS E GRAVAÇÕES SECRETAS
Porém, fontes ouvidas pela reportagem revelaram uma versão bem diferente. Segundo relatos, a saída de Tatiane teria sido motivada pela descoberta de supostas gravações de áudio e vídeo feitas dentro de sua própria sala.
A denúncia aponta que ela utilizava um laptop de trabalho para registrar conversas internas, uma espécie de escuta ilegal dentro do ambiente público. Tati não agia sozinha.
Ainda de acordo com a fonte, Tatiane exercia forte influência dentro da administração municipal, sendo responsável por intermediar demandas e despachar diretamente com secretários — posição que a colocava entre as figuras mais estratégicas e fortes do governo de Baltt.
CONFLITOS INTERNOS E QUEDA
Com o tempo, o cenário interno teria mudado. A chegada de novos nomes no gabinete teria enfraquecido sua posição, gerando atritos. Em um dos episódios, Tatiane teria se desentendido com Márcio da Rosa, chegando a sugerir que ele deixasse o cargo.
Após esse período turbulento, ela foi encaminhada à AMFRI, retornou posteriormente à Câmara de Penha e ainda teve passagens por empresas de comunicação como Mar Azul e Jovem Pan News, em Itajaí.
Agora, com a nova exoneração e o suposto envolvimento em esquema de diárias, o nome de Tatiane volta ao centro de mais um escândalo político na cidade.



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