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Projeção eleitoral atribuída a grupo do PSD usa imagem de Upiara Boschi e é desmentida

Divulgação

Material que circulou em grupos da região apresentava uma suposta lista de candidatos com chances de eleição; colunista afirmou que a projeção não era de sua autoria

Uma projeção eleitoral que circulou nos últimos dias em grupos de mensagens do Alto Vale do Itajaí acabou no centro de uma polêmica política.

O material apresentava nomes de candidatos a deputado estadual classificados conforme supostas chances de eleição e utilizava a imagem do jornalista e colunista Upiara Boschi, o que teria conferido aparência de credibilidade à publicação.

O problema é que, segundo o próprio jornalista, a projeção não foi produzida por ele. Boschi gravou um vídeo para esclarecer que seu nome e sua imagem foram utilizados indevidamente no material que estava sendo compartilhado.

A publicação passou a ser atribuída, em relatos que circulam na região, a integrantes ligados ao PSD de Rio do Sul. Essa autoria, porém, não está comprovada publicamente até o momento e, por isso, não pode ser tratada como fato consumado.

Thomé entre os eleitos e Consoli fora da lista

A polêmica ganhou dimensão política porque a suposta projeção colocava o ex-prefeito de Rio do Sul José Thomé (PSD) entre os nomes com possibilidade de conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Ao mesmo tempo, o material apresentava o candidato Gerri Consoli (Republicanos) em uma posição desfavorável, indicando que ele não estaria entre os candidatos com chances de eleição.

Consoli teve sua candidatura a deputado estadual pelo Alto Vale oficialmente confirmada pelo Republicanos em agosto.

O conteúdo, portanto, acabou entrando diretamente na disputa política regional e alimentando discussões sobre o cenário eleitoral no Alto Vale.

Imagem de jornalista no centro da controvérsia

O ponto mais sensível da história, entretanto, é o uso da imagem de Upiara Boschi para apresentar a suposta projeção.

Ao desmentir a autoria, o jornalista deixou claro que não havia produzido aquele levantamento, afastando a associação entre seu trabalho e os números ou posições apresentados na peça.

A utilização da imagem de uma pessoa pública para conferir credibilidade a um conteúdo eleitoral que ela não produziu pode gerar questionamentos jurídicos, especialmente quando o material é utilizado para favorecer ou prejudicar candidaturas.

Pode dar problema na Justiça Eleitoral?

A resposta depende das circunstâncias concretas, da autoria, do conteúdo divulgado, da forma de distribuição e da eventual participação de candidatos, partidos ou terceiros.

As regras eleitorais de 2026 estabelecem medidas específicas contra a desinformação e preveem consequências para conteúdos falsos ou descontextualizados utilizados no contexto eleitoral.

O TSE também já registrou que a divulgação de conteúdo ofensivo, inverídico ou descontextualizado em grupos de WhatsApp com potencial relevante de difusão pode caracterizar propaganda eleitoral irregular.

A legislação eleitoral também prevê multa para quem atribuir indevidamente a terceiro a autoria de propaganda eleitoral na internet.