Animal marinho estava muito debilitado e acabou morrendo antes da chegada do resgate
Mais um pinguim foi encontrado na manhã deste domingo (6), na Praia Alegre, em Penha. O animal marinho não resistiu e morreu antes da chegada dos biólogos. Ontem, outro pinguim morto havia sido encontrado na Praia de Armação.
Biólogos da Univali explicam que o inverno atrai mais pinguins às praias catarinenses. Isso porque a espécie tem hábitos migratórios e, todos os anos, grupos de indivíduos saem das colônias na região da Patagônia Argentina rumo às águas quentes do Atlântico.
Nessa longa viagem, muitos indivíduos morrem por condições naturais devido ao alto gasto energético, como exaustão, desidratação pela incapacidade de encontrar alimento, se desencontram do seu grupo e tornam-se vulnerável para um quadro de debilidade, que pode facilitar o encalhe nas praias.
Há também os riscos antrópicos, ou seja, a interação humana: é alto o índice de pinguins que se emalham em redes de pesca e morrem por consequência de afogamento. Aves marinhas são animais pulmonados e precisam retornar à superfície da água para respirar.
Ao ficarem presos em redes de pesca, pinguins saudáveis podem gastar muita energia na tentativa de escapar do emalhe. Pinguins que já não estavam saudáveis ficam ainda mais expostos a esse risco.
O que fazer
Vivos os mortos, o encontro de animais marinhos deve ser comunicado à Unidade de Estabilização Marinha da Univali de Penha, pelo telefone 0800-642-3341 ou WhatsApp (47) 99214-0960, que funcionam todos os dias. (Penha Online)






