Parlamentar comparou decisão administrativa do Comando Geral da PM de Santa Catarina ao enredo do filme “Tropa de Elite 2”, insinuando que a alta cúpula estaria assicuada a atividades criminosas
A ONG OLHO VIVO – Organização do Voluntariado para o Combate à Corrupção, Defesa dos Direitos Humanos e Ambientais publicou nota de repúdio às declarações proferidas pelo policial militar Saulo Salustiano Ramos Neto, que, em vídeo divulgado nas redes sociais, comparou decisão administrativa do Comando Geral da Polícia Militar de Santa Catarina ao enredo do filme Tropa de Elite 2, insinuando que “altas cúpulas” estariam associadas a atividades criminosas.
CONFIRA A NOTA NA ÍNTEGRA:
A ONG OLHO VIVO – Organização do Voluntariado para o Combate à Corrupção, Defesa dos Direitos Humanos e Ambientais pessoa jurídica de direito privado, entidade sem fins lucrativos, legalmente constituída, com atuação nacional voltada à defesa da cidadania, dos direitos humanos, das liberdades fundamentais, da integridade das instituições democráticas, da defesa da moralidade pública, da soberania nacional e da vigilância cidadã sobre os Poderes da República, vem a público manifestar repúdio às declarações proferidas pelo policial militar Saulo Salustiano Ramos Neto, que, em vídeo divulgado nas redes sociais, comparou decisão administrativa do Comando Geral da Polícia Militar de Santa Catarina ao enredo do filme Tropa de Elite 2, insinuando que “altas cúpulas” estariam associadas a atividades criminosas.
Não é de hoje a sociedade testemunha discursos que buscam transformar problemas pessoais em ataques institucionais. Mas o que vimos recentemente ultrapassa os limites da razoabilidade e da responsabilidade pública.
A fala do policial Ramos é leviana, desrespeitosa e desprovida de qualquer elemento concreto que sustentou uma enorme insinuação que deve ser rechaçada por toda a sociedade.
Ao lançar suspeitas sem apresentar provas, ataca não apenas a honra de oficiais e comandantes, mas também de cada cabo, sargento e soldado que diariamente arrisca a vida para proteger a população catarinense.
São declarações lamentáveis, proferidas por um membro da corporação, que comparou uma decisão administrativa do Comando Geral da PMSC ao enredo de um filme de ficção, insinuando que “altas cúpulas” estariam ligadas a atividades criminosas, atacando a honra de uma das corporações mais respeitadas do Brasil.
A Polícia Militar de Santa Catarina não é roteiro de cinema.
Ela é feita de homens e mulheres reais, que acordam cedo, vestem a farda, colocam o colete, empunham suas responsabilidades e saem às ruas para garantir que cada um de nós possa viver com segurança.
De soldados a coronéis, passando por cabos e sargentos, todos cumprem sua missão com bravura, disciplina e amor à causa pública.
A Polícia Militar de Santa Catarina é reconhecida nacionalmente como uma das corporações mais eficientes, disciplinadas e respeitadas do Brasil. Seu histórico de operações exitosas, seu comprometimento com a segurança cidadã e sua postura ética reforçam a confiança da sociedade, preservando a ordem pública e garantindo a tranqüilidade dos catarinenses.
Nossa posição:
A ONG Olho Vivo reafirma que:
- Discursos que desacreditam instituições sem provas concretas devem ser rechaçados;
- O respeito à hierarquia e à disciplina militar é essencial para a preservação da ordem e da autoridade legítima;
- A PMSC e seus policiais merecem reconhecimento e valorização permanentes, não ataques infundados que tentam colocar em dúvida sua integridade.
Enquanto esse policial produz vídeos com insinuações cinematográficas, milhares de policiais — soldados, cabos, sargentos e oficiais — patrulham comunidades, salvam vidas, retiram armas ilegais das ruas e combatem o crime de verdade, sem câmeras, sem roteiro, sem vaidade.
É preciso lembrar:
– Foi a PMSC que, recentemente, prendeu quadrilhas especializadas em furtos de residências em Balneário Camboriú e Itapema;
– Foi a PMSC que socorreu famílias ilhadas nas enchentes do Alto Vale;
– É a PMSC que, dia e noite, garante a segurança de escolas, hospitais e praças públicas.
E o que recebemos em troca? Um vídeo que coloca a corporação sob suspeita, sem uma única prova, apenas para alimentar narrativa pessoal: Isso não é coragem, é desrespeito à farda e aos colegas de corporação.
Decisões administrativas internas da PM seguem protocolos, leis e regulamentos — não roteiros de filmes.
A hierarquia e a disciplina são o que permitem que a corporação funcione, e desafiá-las com falas irresponsáveis é atacar a base da própria segurança pública.
Aqui, registramos nossa total solidariedade ao Comando Geral, aos batalhões, aos cabos e sargentos que carregam o peso do serviço diário, e aos oficiais que comandam com ética e coragem.
O povo catarinense confia na PMSC — e essa confiança não será destruída por narrativas pessoais e comparações cinematográficas.
Não se trata aqui de tolher a liberdade de expressão. Todo agente público pode — e deve — expor suas opiniões. Mas existe uma linha que separa a crítica construtiva da narrativa irresponsável. Acusar, ainda que de forma indireta, a alta administração de uma corporação de se associar ao crime, sem apresentar provas concretas e sem acionar os canais institucionais adequados, é cruzar essa linha.
A PMSC é uma das polícias militares mais respeitadas do país. Não é por acaso. Seus índices de letalidade policial estão entre os mais baixos do Brasil, fruto de treinamento rigoroso, uso qualificado da força e alto grau de disciplina.
Nos últimos anos, vimos operações bem-sucedidas contra o tráfico de drogas no litoral, prisões de quadrilhas de assaltantes de bancos no Oeste, além de resgates heróicos em enchentes e incêndios.
Esses resultados não surgem do acaso. Eles dependem de hierarquia, disciplina e respeito aos regulamentos internos — justamente o que sustenta a eficiência operacional de qualquer força policial. Quando um integrante da corporação decide publicamente deslegitimar seus superiores, lança sombra não apenas sobre os oficiais, mas sobre toda a tropa que diariamente arrisca a vida nas ruas.
É importante lembrar que a função policial exige mais que coragem física: exige responsabilidade na fala e compromisso com a verdade.
Comparar medidas administrativas legítimas e respaldadas pela lei a tramas de ficção pode gerar desgaste institucional, desconfiança social e enfraquecer o moral da tropa.
Se há denúncias, que sejam apresentadas formalmente, com provas e testemunhas. Isso é o que diferencia um profissional sério de um personagem de roteiro.
A PMSC, por sua história, resultados e dedicação de seus praças e oficiais, merece respeito — não insinuações.
“Aos soldados, cabos, sargentos, tenentes, capitães e coronéis que cumprem sua missão todos os dias, fica aqui mais uma vez o nosso reconhecimento. A eles, sim, devemos o crédito pela segurança que Santa Catarina ostenta como uma das mais seguras do país”.
A hierarquia e a disciplina não são palavras vazias, são os pilares que sustentam a segurança pública. E sem elas, o que impera é o caos.
À Polícia Militar de Santa Catarina, o nosso respeito, a nossa confiança, o nosso aplauso, o nosso respeito e gratidão.
Às declarações levianas, o nosso repúdio firme e inegociável.
A quem tenta desmoralizá-la, o nosso firme e público repúdio.







