Suboficial da Reserva está preso em Florianópolis desde o 8 de janeiro de 2023
Preso em Florianópolis desde 2023 por conta dos atos golpistas do 8 de janeiro em Brasília, o suboficial da Reserva Marco Antônio Braga Caldas foi oficialmente expulso da Marinha do Brasil. As Forças Armadas confirmaram a informação nesta semana.
Marco Antônio Braga Caldas tem 51 anos, é natural do Rio de Janeiro e morador de Balneário Piçarras. Ele é suboficial da reserva da Marinha do Brasil, onde atuou por cerca de 30 anos, tendo se especializado como mergulhador militar. Braga Caldas deixou a ativa em 2021, após construir uma longa carreira nas Forças Armadas.
A prisão
Caldas recebeu uma pena de 14 anos de prisão por participação direta na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, na Capital Federal.
Ele foi preso em flagrante dentro do Palácio do Planalto, durante a invasão ao prédio. Além desses crimes, ele também foi condenado por dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada.
O suboficial estava na reserva desde 2021, mas sua situação dentro da Marinha foi analisada por um Conselho de Disciplina, que decidiu pela sua expulsão. A justificativa é clara: manter a disciplina e a imagem da carreira militar. A decisão foi publicada oficialmente na quarta-feira (4), tornando Marco Antônio Braga Caldas oficialmente excluído da Marinha.
Marinha expulsou o ex suboficial
Atualmente, o militar cumpre prisão na Escola de Aprendizes de Marinheiros de Santa Catarina, que fica no bairro Estreito, na região Continental da Capital. A prisão preventiva foi uma determinação que ocorreu ainda antes da condenação final, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou alto o risco de fuga.
Pena e multa
Em março de 2024, ele recebeu condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 14 anos de prisão, por crimes como Abolição violenta do Estado Democrático de Direito, Golpe de Estado, Dano qualificado, Deterioração de patrimônio tombado e Associação criminosa armada.
Além da pena de reclusão, ele ftambém recebeu condenação de pagamento de uma multa que inclui uma indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, valor imposto a todos os envolvidos.
Braga Caldas foi ainda alvo de decisão do Conselho de Disciplina da Marinha, que determinou sua expulsão definitiva da corporação. A justificativa foi a necessidade de preservar a disciplina e a honra militar, especialmente após sua condenação pelos atos criminosos. (Com informações Guararema News)






