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Obra mal executada na Itacolomi levanta suspeita de desperdício de dinheiro público em Piçarras

A guia tátil, item obrigatório por lei e essencial para a segurança de pessoas com deficiência visual, foi instalada de forma completamente irregular

Uma obra de calçada em andamento na Avenida Itacolomi, em um trecho onde o asfalto é elevado e a via passa a operar em mão dupla, está gerando revolta entre moradores e pedestres — e agora levanta questionamentos ainda mais sérios sobre o uso de recursos públicos.

Denúncia recebida pela reportagem aponta que a guia tátil, item obrigatório por lei e essencial para a segurança de pessoas com deficiência visual, foi instalada de forma completamente irregular.

Em um lado da calçada, a sinalização foi colocada rente ao muro; no outro, aparece no meio do passeio, sem qualquer padrão técnico ou lógica funcional.

Na prática, o que deveria garantir acessibilidade virou um obstáculo urbano. E mais: um exemplo claro de como dinheiro público pode estar sendo desperdiçado em obras mal planejadas, mal executadas e, ao que tudo indica, mal fiscalizadas.

“É uma obra que já nasce errada. Quando se faz desse jeito, a correção depois custa mais caro — e quem paga a conta é o cidadão”, critica um morador da região.

A execução irregular da sinalização tátil contraria normas técnicas de acessibilidade e pode tornar a obra inutilizável do ponto de vista legal.

Caso seja necessária a remoção e reinstalação da calçada, o prejuízo aos cofres públicos pode ser ainda maior, reforçando a sensação de improviso e falta de responsabilidade na condução da obra.

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O episódio escancara falhas graves na fiscalização do poder público e levanta uma pergunta incômoda: quem aprovou esse projeto e quem está fiscalizando sua execução?

Moradores cobram transparência, responsabilização e correção imediata antes que o erro seja consolidado — e pago duas vezes pela população.

Até o momento, a Prefeitura e a secretaria responsável seguem sem se manifestar.