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Cerca elétrica de creche cai e mata dogue alemão de vizinha

Reprodução/Diarinho

Tutora tentou salvar o cão, mas animal morreu

A médica Raquel Lopes, de 41 anos, registrou boletim de ocorrência na Central de Plantão Policial após a cerca elétrica da creche Centro Educacional Vila do Saber cair dentro de seu terreno.

O cão da família, um dogue alemão chamado Lorenzo, morreu eletrocutado ao encostar nos fios.

O caso foi por volta das 7h30 desta segunda-feira, na rua Dom Luiz, no bairro Vila Real, em Balneário Camboriú.
“Ouvimos o cachorro gritar e fomos ver o que estava acontecendo. Achamos que ele estava convulsionando, mas quando meu noivo foi puxá-lo, tomou um choque muito forte. Vimos que ele estava com um fio de cerca elétrica na boca. Enquanto meu noivo tentava tirar o fio e levava vários choques, fui cortar a cerca com um alicate”, relatou Raquel.

A médica pediu ajuda para funcionários da creche, que é particular, mas ninguém a atendeu. “Corri para desligar o disjuntor da escola. Antes disso, pedimos várias vezes ajuda para as pessoas que estavam no pátio da creche e ninguém fez nada. Tinha três funcionárias ali. Tentei reanimar o Lorenzo, mas não consegui”, lamentou.

O noivo de Raquel sofreu um ferimento no braço ao ser mordido pelo próprio cão durante o desespero.

“Imagina a dor que ele estava sentindo. Fomos falar com os responsáveis pela escola, mas ninguém quis informar quem era o dono ou fornecer um telefone de contato”.

Mais tarde, o casal descobriu que falava justamente com os proprietários. “Ele disse que era impossível, que a cerca estava desligada há um ano. Chamamos para ver o cão e o fio. Quando pedimos para que ele retirasse o fio, ele se recusou a tocar, mesmo alegando que estava desligado. A Defesa Civil veio até aqui e isolou a área da escola próxima ao muro”, contou Raquel.

A maior preocupação da médica, após a morte do cão, é com o risco que a cerca representa para as crianças.

“Imagina se uma criança pegasse esses fios, morreria na hora. A Defesa Civil também solicitou um laudo técnico da cerca, mas o ideal seria uma vistoria externa, para garantir que não fosse adulterado. Uma cerca elétrica não pode ter potência para matar”, alertou. Ainda abalada, Raquel não sabe se entrará com ação judicial contra os responsáveis pela escola.

A unidade está ofertando vaga de polo de férias para a rede municipal.

“Nós não fomos informados pela instituição sobre o incidente. Amanhã a comissão de monitoramento do polo de férias irá cedo na unidade ver as condições estruturais. Caso não haja segurança, suspenderemos o contrato e realocaremos as crianças”, informou o secretário. (Com informações Diarinho)