Um crime que chocou moradores de Barra Velha teve desfecho na Justiça. Um homem foi condenado a 20 anos e seis meses de prisão em regime fechado pelo homicídio triplamente qualificado de J.S.O., de 40 anos, além do crime de organização criminosa.
A sentença foi definida na quinta-feira (26), após julgamento com júri popular. O Conselho de Sentença acatou integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Crime foi premeditado e aconteceu em plena luz do dia
De acordo com a denúncia, o condenado fazia parte de uma facção criminosa e recebeu ordem para executar a vítima no dia 31 de março de 2022.
Segundo a Promotoria, o réu e outro homem atraíram J.S.O. até o pátio do Posto Maiochi, às margens da BR-101, simulando uma negociação. Ao perceber que se tratava de uma emboscada, a vítima tentou fugir correndo até outro ponto próximo, mas foi perseguida e morta a tiros.
O assassinato ocorreu por volta das 10h da manhã, dentro de uma borracharia ao lado do posto. Testemunhas relataram que mais de 10 disparos foram efetuados.
Vítima tentou escapar, mas foi alcançada
J.S.O. havia parado para abastecer seu GM Corsa, com placas de Cascavel (PR), quando foi surpreendido por dois homens armados.
Ao ir até o caixa pagar o combustível, os criminosos começaram a atirar. Ele ainda tentou se salvar: correu, entrou na Borracharia Luiza e pulou uma janela para se esconder, mas acabou sendo alcançado e morto.
Após o crime, a dupla fugiu pela BR-101 em alta velocidade.
Motivo torpe e risco a terceiros
O Ministério Público sustentou que o homicídio foi cometido por motivo torpe, para cumprir ordem da organização criminosa.
Também foram reconhecidas as qualificadoras de:
- Emboscada
- Perigo comum, já que o crime ocorreu em local movimentado, colocando outras pessoas em risco
Além do assassinato, o júri reconheceu a participação do réu em organização criminosa.
Indenização à família e prisão imediata
Com a soma das penas, o condenado deverá cumprir 20 anos e seis meses de prisão, além do pagamento de 15 dias-multa.
Mulher e criança presenciaram o crime
No momento da execução, a vítima estava acompanhada de uma mulher e uma criança. Antes do ataque, ele teria relatado à companheira que estava sendo perseguido por um veículo escuro na rodovia.
Após o crime, a mulher foi presa com cerca de 50 gramas de MDMA, droga sintética conhecida como “droga do amor”. Ela e a criança ficaram em estado de choque.
O caso gerou grande repercussão na época e agora tem um capítulo encerrado com a condenação definida pelo Tribunal do Júri.






