No acerto, o nome do governador é o da deputada federal Caroline de Toni; já Bolsonaro trabalha para emplacar Carlos Bolsonaro, seu filho e vereador no Rio de Janeiro
A reunião entre o governador Jorginho Mello e o ex-presidente Jair Bolsonaro nesta semana, em Brasília, pode ter selado um entendimento estratégico que muda o tabuleiro da eleição de 2026: o PL deve lançar dois nomes ao Senado em Santa Catarina, um indicado por cada liderança. A informação é do colunista Paulo Rolemberg.
No acerto, o nome do governador é o da deputada federal Caroline de Toni; já Bolsonaro trabalha para emplacar Carlos Bolsonaro, seu filho e vereador no Rio de Janeiro.
A leitura imediata é que a reeleição de Jorginho começa a se estruturar com uma chapa majoritária praticamente pura: PL no governo, PL nas duas candidaturas ao Senado.
Isso fortalece a narrativa da direita unida sob o bolsonarismo no Estado e evita disputas internas no próprio partido.
Mas a boa notícia para o núcleo duro do governo traz junto um problema de difícil solução.
Com as vagas ao Senado ocupadas pelo PL, resta apenas a vice na coligação. MDB, PP, Republicanos e outras legendas que vinham conversando com o governo terão que disputar uma única cadeira.
O risco de frustração é real — e nomes de peso como a deputada federal Júlia Zanatta (PL) e o ex-senador Esperidião Amin (PP) já ficam sem espaço na majoritária.
Para alguns, isso significa o fim da linha; para outros, o início de novas articulações. A tensão aumenta.
Com pouco a oferecer, o governo pode enfrentar baixas em sua base de apoio. Lideranças insatisfeitas já falam em buscar protagonismo em outros projetos — e o principal deles, naturalmente, é o do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que vem costurando alianças e se consolidando como o antagonista natural de Jorginho.






