Moradores madrugaram para garantir atendimento, mas falta de médico e mudança nas consultas geraram revolta e bate-boca na unidade; prefeitura abriu sindicância para apurar a conduta dos servidores
Uma manhã que começou às 6h30 na fila do posto de saúde terminou em confusão e com a presença da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC). O caso aconteceu após pacientes enfrentarem demora no atendimento e serem informados de mudanças no fluxo das consultas.
Segundo relato de uma moradora, a maioria das pessoas chegou por volta das 6h30 para pegar ficha. A porta da unidade foi aberta apenas às 8h. Depois disso, os pacientes aguardaram para passar pela triagem.
Durante o atendimento, a paciente afirma que foi informada pelo enfermeiro, identificado como Raí, de que, caso fosse apenas para mostrar exames, seria necessário agendar para outro dia.
“Inclusive falei que não tinha nenhuma identificação do lado de fora avisando sobre isso. Como vou agendar para outro dia se já estou aqui e preciso ser atendida?”, relatou.
Ainda conforme a versão da paciente, ao pedir para falar com uma autoridade superior, o pedido teria sido negado sob a justificativa de que o responsável estaria em reunião. A situação gerou tensão no local.
Médico pediu exoneração
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o médico lotado na unidade solicitou exoneração na última segunda-feira (23). Com isso, foi necessário realizar o remanejamento das consultas, o que acabou gerando insatisfação em alguns pacientes.
A Secretaria também confirmou que, durante o episódio, um paciente se envolveu em discussão com uma enfermeira. Para garantir a segurança de todos os presentes, a PMSC foi acionada.
Sindicância será aberta
A pasta reforçou que a gestão tem como prioridade a humanização e o acolhimento nos atendimentos de saúde, prezando pelo respeito e pela dignidade tanto de pacientes quanto de servidores.
“Casos de violência verbal ou física, segundo a Secretaria, não serão tolerados. Os fatos serão apurados por meio da abertura de sindicância interna, que deve investigar as circunstâncias da confusão e definir possíveis medidas administrativas”, comentou em nota a prefeitura.
Enquanto isso, moradores seguem cobrando mais organização, comunicação clara sobre o fluxo de atendimento e, principalmente, a reposição do profissional médico na unidade.






