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Briga de condomínio vira caso de polícia e faz juíza perder promoção de cargo em SC

Juíza é investigada por “utilizar-se do prestígio do cargo” para obter vantagem em apartamento na Beira Mar Norte de Floripa

Juíza Margani de Mello, da 2ª Turma Recursal do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina), perdeu a chance de se tornar desembargadora após uma briga de condomínio virar caso de polícia por perturbação do sossego em um apartamento na Beira-Mar Norte, em Florianópolis.

Na sessão do tribunal de quarta-feira (6), o nome da juíza foi rejeitado para integrar a lista tríplice de magistrados promovidos a desembargadores por merecimento. Margani é investigada pela Corregedoria-Geral de Justiça por um caso ocorrido em 27 de setembro em seu apartamento.

O voto contra a promoção da juíza foi dado pelo corregedor e desembargador Luiz Antônio Zanini Fornerolli, que ouviu os 12 policiais envolvidos na ocorrência e leu o relatório do que teria ocorrido na data.

Segundo o corregedor, a juíza é investigada por “utilizar-se do prestígio do cargo para tentar obter vantagem ilícita, com finalidade exclusivamente particular e destituída de interesse público, consistente na tentativa de constranger e coagir os policiais que atendiam a ocorrência por perturbação do sossego”.

Em nota, a juíza “nega qualquer conduta antiética ou infração disciplinar a ela atribuída e afirma que os fatos ocorreram de forma totalmente diversa do que foi lido no Tribunal”.