Um dos chargistas mais importantes do país, irmão gêmeo de Chico Caruso registrou a história com traços rápidos e ajudou o Brasil a rir para não chorar
Paulo Caruso contou mais de 50 anos da história do Brasil através dos seus desenhos rápidos e afiados, que retrataram personagens e momentos marcantes e ajudaram o país a rir para não chorar. O artista morreu neste sábado (4), aos 73 anos. As informações são do g1.
A coluna “Avenida Brasil”, na revista “Isto É”, as charges na revista “Época” e os registros em tempo real do programa “Roda Viva”, da TV Cultura, foram alguns de seus trabalhos marcantes.
Paulo José de Hespanha Caruso nasceu em São Paulo, em 6 de dezembro de 1949, de família de origens italiana, portuguesa e espanhola. Paulo era irmão gêmeo do também cartunista Chico Caruso.
Ele se formou em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (USP), em 1976, mas seguiu carreira como desenhista, assim como o irmão Chico.
Começou a trabalhar como chargista no final dos anos 1960, no jornal “Diário Popular”. Nos anos 1970, colaborou com o clássico “O Pasquim” .
Em 1981, Paulo lançou a página de humor “Bar Brasil”, na revista “Careta” – depois realocada para a revista “Senhor”.
Em 1988, começou a publicar a coluna “Avenida Brasil” na “Isto É”, onde resumiu com ironia personagens e fatos brasileiros dos anos 80 e 90.
Durante mais de 35 anos, ele fez mais de 2 mil charges e caricaturas em tempo real no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, retratando os debates e os ícones das artes, cultura, ciência, tecnologia e política.
Ele também atuou em outras frentes: formou, em 1985, o grupo musical de sátiras políticas Muda Brasil Tancredo Jazz Band, com o irmão Paulo, Cláudio Paiva, Aroeira, Luis Fernando Veríssimo e outros.






