Protestos pela morte do cão comunitário Orelha mobilizam o país
A morte do cão comunitário Orelha, vítima de violência extrema em Santa Catarina, provocou comoção nacional e desencadeou uma série de manifestações e protestos em diversas cidades brasileiras.
Os atos estão previstos para este fim de semana, com mobilizações confirmadas em quase todas as capitais do país e também em municípios do Litoral Norte catarinense, como Balneário Piçarras.
O objetivo das manifestações é cobrar justiça, rigor na apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos, além de chamar a atenção para o aumento dos casos de maus-tratos contra animais.
Ato em Balneário Piçarras
Em Balneário Piçarras, a mobilização acontece neste domingo (1º), às 10h, na Praia Central. O ato contará com cartazes, camisetas temáticas e a soltura simbólica de balões brancos, em homenagem ao cão e como pedido de paz e fim da violência contra animais.
A organização local está sendo conduzida pela professora Vera Nilce de Oliveira, moradora da cidade e protetora de animais.
Segundo ela, o protesto também busca garantir que o caso não seja esquecido fora da capital.
“Pelo menos Balneário Piçarras não vai passar em silêncio. Esse ato é um pedido de justiça e um basta à violência contra os animais em Santa Catarina. Orelha não pode virar apenas mais um número”, afirmou Vera Nilce de Oliveira, que é professora e tutora de cinco cães.
Os manifestantes levarão cartazes com frases como “Basta de violência em Santa Catarina”, reforçando o caráter pacífico e simbólico do protesto.
Manifestações em outras cidades
Em Florianópolis, onde ocorreu o crime, a manifestação está marcada para às 10h de domingo, no Trapiche da Avenida Beira-Mar Norte, no Centro. Já em Salvador, o ato também acontece às 10h, no Farol da Barra. Mobilizações semelhantes foram confirmadas em outras capitais e cidades do país.
O caso Orelha
O cão comunitário Orelha morreu no início deste mês após sofrer agressões violentas, principalmente na região da cabeça.
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as lesões foram tão graves que o animal precisou ser submetido à eutanásia, durante atendimento veterinário que tentava reverter seu quadro clínico.
A Polícia Civil tomou conhecimento do caso em 16 de janeiro.
Quatro adolescentes são investigados por supostamente agredirem o cão com a intenção de causar sua morte.
As investigações apontam que parte significativa da violência foi direcionada à cabeça do animal.
Na última segunda-feira (26), a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos. Ninguém foi preso.
Dois dos adolescentes estavam nos Estados Unidos e, ao retornarem ao Brasil, na quinta-feira (29), tiveram celulares e roupas apreendidos no Aeroporto Internacional de Florianópolis.
A defesa dos investigados informou que o retorno dos jovens foi articulado com as autoridades policiais e confirmou a entrega voluntária dos aparelhos e pertences.
Eles também foram intimados a prestar depoimento.
Enquanto as investigações seguem, a morte de Orelha se transforma em símbolo de uma mobilização nacional que pede justiça, punição exemplar e políticas mais rígidas contra maus-tratos a animais.

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