Início ESTADO Aumento dos combustíveis já chegou às bombas em Santa Catarina

Aumento dos combustíveis já chegou às bombas em Santa Catarina

Reprodução ND/ Cristiano Estrela

Motoristas buscam alternativas para economizar, enquanto quem trabalha com aplicativos e transportes calcula que terá que trabalhar por muito mais tempo para tentar manter renda

Andar menos de carro e recorrer aos ônibus ou às caronas compartilhadas. Comprar um modelo híbrido e, no caso de quem trabalha com transporte e corridas por aplicativo, rodar mais horas para conseguir lucrar. Essas são alternativas que os motoristas estão adotando para conseguir contornar o último aumento da gasolina.

Quem dirige carro a gás acha que pode lucrar no momento. Mesmo com a redução anunciada pela Petrobras, na casa dos R$ 0,13, após o fim da isenção do tributo para combustíveis o litro da gasolina ficou em média R$ 0,47 mais caro.

Tirando aqui e somando acolá, o litro do principal combustível dos veículos já está em torno de R$ 0,34 a mais nas bombas, mas em alguns casos o aumento chegou a R$ 0,60.

O aumento dos combustíveis na Capital

Moradora do Itacorubi, a advogada Melissa Almeida, 47 anos, diz que vai seguir sua rotina, mesmo com o aumento. “Uso o carro para atividades rotineiras, como levar o filho na escola e ir ao supermercado. Não dá para deixar de fazer. Mas acho um absurdo, porque até onde eu sei, estava funcionando. Por que será que não renovou a isenção?”, questiona.

Na próxima vez que trocar de carro, Melissa quer investir num híbrido – que aceita álcool e gasolina – e só não fez isso ainda porque os preços desses veículos ainda estão muito acima da média.

Governadores negociam compensação de até R$ 30 bilhões por perdas

Os governadores baixaram a estimativa quanto ao recurso a ser desembolsado pela União para recompor as perdas orçamentárias em razão das mudanças de cálculos do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre combustíveis.

A previsão, inicialmente de R$ 45 bilhões, agora gira de R$ 24 bilhões a R$ 30 bilhões, valor que ainda precisa ser alinhado entre os 27 líderes dos Estados e do Distrito Federal. Essa nova faixa de recomposição em negociação é uma média entre o pleito inicial dos governadores e quanto o governo federal pretendia pagar.

“A União propôs R$ 13 bilhões. Depois, R$ 22 bilhões. Agora, está ali algo entre R$ 24 bilhões e R$ 30 bilhões, que deve ser o acordo final”, afirmou ao R7 o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), responsável por representar as lideranças estaduais na coordenação da pauta aos Três Poderes.A proposta será levada a uma reunião do Fórum dos Governadores marcada para segunda-feira.

“Depois, a gente vai voltar a conversar com a Secretaria do Tesouro e com o Ministério da Economia”, completou Fonteles. A expectativa é que o valor esteja fechado ainda em março, e a contrapartida prometida pelos governadores é de não repassar as despesas ao consumidor — sem, portanto, aumentar tributos. (ND Mais)