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Fora do mandato no próximo ano, Ivan Naatz perde força em Penha empurrado por ameaça de cassação de Luizinho

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Parlamentar do PL recebeu 1.341 votos no município e ficou em terceiro lugar entre os candidatos a deputado estadual. Resultado levanta questionamentos sobre o desgaste político provocado pelo processo que pode cassar o prefeito Luizinho Américo e atingir o próprio deputado

A votação do deputado estadual Ivan Naatz (PL) em Penha acendeu um sinal de alerta para o grupo político ligado ao prefeito Luiz Américo Pereira, o Luizinho Américo.

O parlamentar recebeu 1.341 votos no município nas eleições de 2026, ficando na terceira colocação entre os candidatos a deputado estadual, atrás de Liba, que somou 3.583 votos, e Ana Campagnolo, com 2.470.

O resultado abre espaço para uma pergunta nos bastidores da política local: a votação de Ivan Naatz pode ter sido prejudicada pelo desgaste provocado pelo processo de cassação que envolve o prefeito de Penha?

Embora não seja possível atribuir o desempenho eleitoral a um único fator, a hipótese ganha força diante da repercussão do caso na Justiça Eleitoral, que colocou sob pressão a relação política entre o deputado e a administração municipal.

Votos caíram em relação à eleição anterior

A comparação com o pleito de 2022 reforça o tamanho do recuo eleitoral. Naquela eleição, Ivan Naatz havia conquistado 1.736 votos em Penha. Em 2026, foram 1.341 — uma redução de 395 votos, equivalente a aproximadamente 22,8%.

A queda é politicamente relevante porque Penha é justamente o município onde o deputado esteve no centro de uma das principais controvérsias eleitorais envolvendo o grupo do PL.

Processo de cassação colocou deputado e prefeito sob pressão

O caso em tramitação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem como ponto central uma promessa atribuída a Ivan Naatz durante a campanha municipal de 2024: a destinação de aproximadamente R$ 5 milhões em recursos para Penha caso Luizinho Américo e seu vice, Mário Dionísio Moser, fossem eleitos.

A acusação sustenta que a promessa poderia configurar abuso de poder político e econômico.

Em setembro de 2025, o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina manteve os mandatos por 5 votos a 2. Posteriormente, o caso chegou ao TSE, onde quatro ministros votaram favoravelmente ao recurso que pede a cassação da chapa e a aplicação de inelegibilidade ao deputado.

O julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro André Mendonça, sem decisão definitiva até as últimas informações localizadas.

A repercussão do processo pode ter criado dificuldades para Ivan Naatz junto a uma parcela do eleitorado de Penha. Afinal, o parlamentar não aparece apenas como apoiador político do prefeito: ele próprio é um dos envolvidos na ação eleitoral.

Desgaste político pode ter chegado às urnas

A combinação entre a queda de 395 votos em relação a 2022, a terceira colocação no município e a repercussão do julgamento levanta uma questão incômoda para o grupo político: até que ponto a crise envolvendo Luizinho Américo e Ivan Naatz afetou a confiança de parte do eleitorado?

Em política, o resultado das urnas nem sempre revela uma causa isolada. Mas a votação de Ivan em Penha oferece um indicador concreto de que seu desempenho local ficou abaixo do registrado quatro anos antes — justamente em um cenário de forte exposição judicial e desgaste nos bastidores.