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VOTO DE TOFFOLI APROXIMA CASSAÇÃO: Prefeito de Penha, Luizinho e vice Mário Moser ficam mais perto de perde mandato em Penha

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Ministro Dias Toffoli acompanha relatora e vota pela cassação da chapa eleita em 2024; julgamento no TSE chega a 3 votos favoráveis ao recurso, faltando apenas um voto para tirar o mandato dos dois e deixar o deputado Ivan Naatz inelegível

O julgamento que pode mudar o comando político de Penha entrou em uma nova etapa nesta segunda-feira (21). O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acompanhou o voto da relatora, ministra Estela Aranha, e votou pela cassação da chapa formada pelo prefeito Luiz Américo Pereira, o Luizinho, e pelo vice-prefeito Mário Dionísio Moser, o Mário Marquett.

Com o novo voto, o placar chegou a 3 a 0 pela cassação da chapa. O processo ainda está em julgamento no plenário virtual do TSE e não há decisão definitiva. Outros ministros ainda precisam apresentar seus votos.

Processo envolve também o deputado Ivan Naatz

A ação eleitoral questiona fatos relacionados à campanha municipal de 2024 e envolve, além de Luizinho e Marquett, o deputado estadual Ivan Naatz.

Entre os pontos analisados está a promessa de destinação de R$ 5 milhões para Penha, apresentada durante a campanha eleitoral. A acusação sustenta que a promessa, condicionada ao resultado da eleição, poderia caracterizar abuso de poder político e econômico.

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), em manifestação no processo, defendeu a cassação da chapa e a declaração de inelegibilidade de Luizinho Américo e Ivan Naatz.

O que está em jogo

Caso o TSE forme maioria pela procedência do recurso, Luizinho Américo e Mário Marquett poderão perder os mandatos conquistados nas eleições de 2024, com a consequente cassação da chapa.

Já no caso de Ivan Naatz, o que está em discussão é a possibilidade de declaração de inelegibilidade, conforme pedido apresentado pela acusação e defendido pela PGE.

Portanto, o deputado não está sujeito à perda do atual mandato estadual simplesmente pela eventual cassação da chapa de Penha.

A legislação eleitoral prevê consequências de inelegibilidade em casos de decisão da Justiça Eleitoral que reconheça abuso de poder econômico ou político, inclusive pelo período previsto na Lei Complementar nº 64/1990.

De 5 a 2 no TRE-SC para 3 a 0 no TSE

O caso já havia sido analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), que, em setembro de 2025, rejeitou o pedido de cassação por 5 votos a 2 e manteve os mandatos de Luizinho e Marquett.

Na ocasião, a maioria dos magistrados entendeu que não havia provas suficientes para caracterizar o abuso de poder alegado. Dois julgadores, porém, divergiram e votaram pela cassação e pela inelegibilidade.

Agora, no TSE, o cenário parcial é diferente. Com os votos de Estela Aranha, Antonio Carlos Ferreira e Dias Toffoli, são três votos pelo provimento do recurso apresentado contra a decisão do TRE-SC.

Ainda faltam votos de outros ministros, e o resultado final somente será conhecido após a conclusão do julgamento.

Decisão ainda não está definida

Apesar do placar de 3 a 0, Luizinho Américo e Mário Marquett não perderam os mandatos neste momento, assim como Ivan Naatz ainda não foi declarado inelegível.

O julgamento continua no TSE, e o resultado poderá manter ou alterar o cenário atual conforme os demais ministros apresentem seus votos.

A situação, portanto, coloca a atual administração de Penha diante de uma disputa judicial decisiva, cujo desfecho poderá determinar a permanência ou não da chapa eleita em 2024 no comando do município.