Parlamentar afirma que continuará acompanhando os trabalhos da CPI das Obras e defende apuração sem proteção a ninguém
A decisão do vereador Matheus Cunha de não assumir a presidência da CPI das Obras, criada pela Câmara de Vereadores de Balneário Piçarras, continua repercutindo nos bastidores da política local.
A comissão foi instaurada após a Operação Regalo, que resultou na prisão do prefeito Tiago Baltt e levantou suspeitas sobre possíveis irregularidades em contratos e obras públicas municipais.
Em entrevista, Matheus Cunha afirmou que sua decisão foi tomada para evitar disputas políticas em torno da presidência da comissão e garantir maior credibilidade aos trabalhos.
Segundo o vereador, o colega vereador João Forte, do PSDB, já havia manifestado interesse em comandar a CPI antes mesmo da definição oficial dos integrantes. Por isso, optou por abrir mão do cargo.
“Entendi que seria mais adequado respeitar essa manifestação e contribuir para que a comissão fosse conduzida sem disputas políticas em torno da presidência”, declarou.
“Quem não deve, não teme”
A recusa gerou questionamentos de parte da população e de setores políticos, especialmente pelo fato de Matheus pertencer ao mesmo partido do prefeito investigado. Diante das críticas e das acusações de que poderia haver “rabo preso”, o vereador rebateu.
“Essa interpretação não corresponde à realidade. Nunca tive receio de investigar ou fiscalizar quem quer que seja. Quem não deve, não teme”, afirmou.
Ele também destacou que a decisão não significa afastamento da investigação e garantiu que continuará acompanhando os trabalhos da comissão.
Ligação partidária não influenciou, diz vereador
Questionado se a proximidade partidária com o prefeito poderia comprometer a condução da CPI, Matheus afirmou que sempre atuou de forma independente e que sua decisão teve justamente o objetivo de evitar interpretações que pudessem enfraquecer a legitimidade da comissão perante a população.
“Reconheço que, diante do momento, qualquer decisão poderia gerar interpretações políticas que prejudicassem a credibilidade da CPI. Por isso, optei por não assumir a presidência”, explicou.
Buscar a verdade dos fatos
Para o vereador, a principal missão da CPI deve ser a busca pela verdade. Ele defende que os parlamentares analisem contratos, solicitem documentos e realizem oitivas de todas as pessoas necessárias para esclarecer os fatos investigados.
“A população espera respostas concretas. A CPI precisa trabalhar com responsabilidade e sem transformar a investigação em espetáculo político”, afirmou.
“Não vou amarelar”
Ao ser questionado sobre sua postura durante a investigação, Matheus Cunha garantiu que apoiará integralmente a apuração e negou qualquer receio em relação aos possíveis desdobramentos do caso.
“Não vou amarelar. Meu compromisso é com a verdade, com a legalidade e com os interesses da população. Se houver responsabilizações, que ocorram com base nas provas e dentro da lei, sem perseguições e sem proteção a ninguém”, declarou.
A CPI das Obras deverá iniciar nos próximos dias a análise de documentos e a definição do cronograma de trabalhos.
A expectativa é de que a comissão investigue contratos, pagamentos e a execução de obras públicas que passaram a ser alvo de questionamentos após os desdobramentos da Operação Regalo.


![[VEJA O VIDEO] Moradores de Piçarras denunciam perigo em frente ao Condominio Fiji Easy Club](https://oisc.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Novo-Projeto-2026-06-16T141831.533-100x70.jpg)



