Início PIÇARRAS MP ARQUIVA INVESTIGAÇÃO SOBRE SUPOSTO ESQUEMA DE RACHADINHA DO PL EM PIÇARRAS

MP ARQUIVA INVESTIGAÇÃO SOBRE SUPOSTO ESQUEMA DE RACHADINHA DO PL EM PIÇARRAS

Divulgação

Ministério Público concluiu que não encontrou provas de coação ou irregularidades em contribuições feitas ao partido

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) arquivou o Inquérito Civil que investigava uma denúncia de suposta cobrança feita a servidores comissionados ligados ao Partido Liberal (PL) em Balneário Piçarras.

A investigação teve início após uma denúncia encaminhada à Ouvidoria da Câmara Municipal, que apontava que servidores indicados pelo partido estariam sendo pressionados a realizar contribuições financeiras mensais.

Segundo o relato, vereadores repassariam R$ 200, secretários R$ 300 e outros cargos comissionados R$ 100 para uma conta administrada por uma assessora ligada ao vereador Gleber Fabiano Pires Silveira.

Durante a apuração, o Ministério Público ouviu vereadores, assessores, diretores e o presidente do diretório municipal do PL, Ângelo Margute. Os depoimentos foram colhidos entre o final de 2025 e o início de 2026.

Conforme a decisão assinada pelo promotor de Justiça Francisco Ribeiro Soares, a maioria dos depoentes afirmou que as contribuições eram voluntárias e destinadas ao custeio de atividades partidárias, como eventos, confraternizações e recepção de lideranças políticas.

A assessora responsável pela arrecadação confirmou o recebimento dos valores por meio de uma conta pessoal em plataforma de pagamentos. Segundo ela, a medida foi adotada em razão de dificuldades relacionadas à conta oficial do partido. O presidente da legenda confirmou a versão apresentada.

De acordo com os depoimentos, o valor arrecadado mensalmente variava entre R$ 900 e R$ 1.100.

Ao final da investigação, o Ministério Público concluiu que não foram encontradas provas suficientes para demonstrar que os servidores eram obrigados a realizar os pagamentos ou que existia qualquer tipo de ameaça ou condicionamento relacionado à manutenção dos cargos públicos.

A investigação também foi comunicada à Polícia Civil para eventual apuração na esfera criminal. No âmbito do inquérito civil, contudo, o procedimento foi arquivado.

PL comemora arquivamento

Após a decisão, o presidente do PL de Balneário Piçarras, Ângelo Margute, divulgou uma nota pública comemorando o arquivamento do procedimento.

Segundo a manifestação, o partido destacou que o Ministério Público não identificou irregularidades nos repasses investigados e que as contribuições tinham caráter voluntário. A nota afirma ainda que o arquivamento representa “o fim das mentiras” envolvendo o caso.

“O PL de Piçarras sai fortalecido e com a ficha limpa atestada. Contribuição voluntária é engajamento, não crime”, declarou Ângelo Margute.

Os vereadores citados na investigação também se manifestaram. Maikon Rodrigues afirmou que “a honra é o nosso maior patrimônio” e que os fatos prevaleceram sobre as acusações.

Já Robson Batista declarou que continuará focado no trabalho em favor da população. O vereador Gleber Fabiano Pires Silveira disse que recebeu a decisão com tranquilidade e classificou o arquivamento como uma confirmação da correção de sua conduta.