Orli ocupou a Secretaria de Obras em Balneário Piçarras recebendo salário de r$ 14 mil na época e sua lista de escândalos e denúncias são extensas. Uma delas foi o uso de um veículo locado pela prefeitura para prestar serviço de aplicativo
A Operação Regalo, que levou à prisão do prefeito afastado de Balneário Piçarras (SC), Tiago Maciel Baltt, teve desdobramentos em Mato Grosso nesta terça-feira (19).
O alvo de um mandado de busca e apreensão em Colíder foi o engenheiro civil Orli Ferreira Júnior, prestador de serviços da prefeitura da cidade.
A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e integra a investigação conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que apura um suposto esquema de fraudes em licitações e pagamento de propina em contratos de obras públicas.
Segundo as investigações, empresários e agentes políticos teriam atuado em conjunto para manipular certames milionários ligados à infraestrutura urbana no Sul do país. O esquema investigado previa cobrança de propina de 3% sobre contratos públicos.
O prefeito de Colíder, Rodrigo Benassi, afirmou que a operação não possui relação com a administração municipal e negou qualquer envolvimento de servidores públicos da cidade.
“Não tem nada a ver com a Prefeitura de Colíder. Nenhum servidor foi alvo”, declarou o prefeito.
Durante a operação em Mato Grosso, agentes do Gaeco apreenderam celulares e HDs no endereço do investigado. O material será encaminhado para perícia técnica da equipe catarinense responsável pelo caso.
Escândalos e casos de polícia
Orli ocupou a Secretaria de Obras em Balneário Piçarras e sua lista de escândalos e denúncias são extensas. A mais recentes delas foi destaque pela reportagem do OISC.
Na época, o secretário de Obras de Balneário Piçarras, Orli Ferreira Júnior que recebia um salário de R$ 14 mil, foi flagrado fazendo um extra como motorista de aplicativo e, ainda por cima, usando um veículo locado pela prefeitura e pago com dinheiro do contribuinte.
Baltt é o principal alvo da investigação
A Operação Regalo ganhou repercussão nacional após a prisão preventiva de Tiago Maciel Baltt, prefeito de Balneário Piçarras, no litoral de Santa Catarina.
Conforme a denúncia do Grupo Especial Anticorrupção (Geac), a organização criminosa atuava em contratos de obras públicas, incluindo projetos de revitalização urbana, como a Orla Norte de Balneário Piçarras.
Ao todo, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina expediu seis mandados de prisão e 37 mandados de busca e apreensão em diferentes estados. Em Mato Grosso, a operação contou com apoio do 9º Comando Regional da Polícia Militar de Alta Floresta.

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