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Conselho Tutelar de Balneário Piçarras é acusado de “perseguição” por mãe após alta médica de criança

Imagem ilustrativa/IA

A moradora de Balneário Piçarras, Hemeli Altinni, afirma estar sendo constantemente pressionada pelo Conselho Tutelar de Balneário Piçarras mesmo após sua filha receber alta médica de uma infectologista.

O caso levanta debate sobre os limites da atuação do órgão e o direito das famílias de optarem por acompanhamento na rede privada de saúde.

Segundo relato da mãe, a criança passou por um quadro suspeito de meningite quando tinha cerca de nove meses de idade.

Após atendimento hospitalar e acompanhamento clínico, a crianã recebeu alta médica no mês de fevereiro, sendo considerada fora de risco por especialista da área.

Desde então, a família optou por manter o acompanhamento por meio de consultas particulares, decisão que, segundo Hemeli, foi tomada com base na confiança nos profissionais que já acompanhavam o caso.

Apesar disso, a partir de março, a mãe relata que passou a receber cobranças frequentes por parte do Conselho Tutelar e também de agentes de saúde para que a criança fosse submetida a novos exames e atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Mesmo com alta médica e acompanhamento particular, continuam insistindo que eu leve minha filha para consultas e exames que outros médicos já disseram que não são necessários”, desabafou.

Hemeli também afirma que foi informada sobre a necessidade de realização de um exame auditivo específico, que exigiria preparo rigoroso da criança, incluindo sedação ou sono profundo. No entanto, decidiu não realizar o procedimento com base na orientação médica previamente recebida.

Outro ponto levantado pela mãe é a possível origem da doença. Segundo ela, há suspeitas de que a infecção tenha sido contraída em ambiente externo, o que gerou críticas às condições de saúde pública e à situação sanitária da região.

A situação se agravou quando, de acordo com o relato, houve menção de possível encaminhamento do caso para outros órgãos de controle, aumentando ainda mais a preocupação da família.

“Eu estou cuidando da minha filha, levando em médico, fazendo acompanhamento. Não estou negligenciando. Mesmo assim, estão me incomodando direto”, afirmou.

O caso evidencia um conflito delicado: de um lado, o dever legal do Conselho Tutelar de garantir a proteção integral da criança e do adolescente; de outro, o direito dos pais de decidirem sobre o acompanhamento de saúde dos filhos, especialmente quando há assistência médica comprovada, ainda que fora da rede pública.

Na tarde desta quarta-feira (6) nós tentamos contato com o Conselho Tutelar, mas a mensagem por repetidas vezes foi que o “telefone não estava disponível, solicitando que ligássemos mais tarde”. O espaço segue aberto para explicações do órgão.

O outro lado

Ao retornar a ligação para nossa reportagem, o Conselho Tutelar garantiu que não recebeu ligação do nosso contato e que o número de plantão permanece ativo.

Sobre o caso envolvendo a criança, o conselho reitera que não se manifestará sobre o caso para não expor a menor de idade, conforme prevê a legislação.