Criança saiu da escola sem ser percebida, caminhou quase 2 km sozinha e só foi encontrada após mobilização de mães; direção do Prisma se limitou a esclarecer que o caso foi resolvido junto à família
Uma situação assustadora deixou pais em alerta e levantou sérias dúvidas sobre a segurança do Centro Educacional Prisma, em Balneário Piçarras, nesta semana.
Uma menina de apenas 9 anos simplesmente saiu da instituição durante o horário de aula sem que ninguém percebesse — e o pior: só deram falta dela muito tempo depois.
Segundo relato de uma mãe, a criança estava abalada após levar uma “bronca” e pediu para ir ao banheiro. O que deveria ser algo rotineiro virou um episódio de tensão.
A menina demorou a retornar, colegas estranharam e chegaram a alertar a professora — mas, de acordo com a denúncia, a situação foi ignorada.
TEMPO PERDIDO QUE PODERIA CUSTAR CARO
O desaparecimento teria durado cerca de 30 minutos ainda dentro da escola, tempo suficiente para a criança conseguir sair pelas dependências sem ser notada por funcionários — mesmo com apenas duas portas de acesso.
A ausência só foi percebida de fato no horário de saída, por volta das 17h30, quando a aluna não voltou para pegar o material.
SOZINHA PELA CIDADE
Do lado de fora, o cenário era ainda mais preocupante. A menina caminhou sozinha por quase 2 quilômetros. A mobilização começou entre mães de alunos, que se organizaram em grupos para procurar a criança pela cidade.
O alívio veio apenas por volta das 18h45, quando uma das mães conseguiu localizar a menina já nas proximidades do bairro Capitão Gato.
“PODERIA TER SIDO UMA TRAGÉDIA”
O sentimento entre os pais é de revolta e medo. “Foi um alívio quando encontramos, mas poderia ter acontecido algo muito pior”, desabafou uma mãe.
Ela também questiona a postura da escola:
➡️ Falta de monitoramento após a saída da aluna da sala
➡️ Ausência de ação mesmo após alerta dos colegas
➡️ Demora para iniciar as buscas
➡️ Nenhum funcionário viu a criança sair
ESCOLA SE PRONUNCIA…MAS NÃO CONVENCE
Em contato com a reportagem, a direção do Centro Educacional Prisma se limitou a dizer: “Trata-se de um mal entendido, sendo que o fato já foi devidamente esclarecido e resolvido junto à família do aluno. Por envolver menor, o assunto será tratado exclusivamente com os pais/responsáveis.”
Questionada sobre a falha e o reforço da segurança para que situações assim não se repitam, a instituição de ensino particular não respondeu nossa pergunta.
HISTÓRICO PREOCUPANTE
Pais ainda afirmam que não é a primeira vez que situações delicadas são tratadas com descaso dentro da escola, citando episódios anteriores de bullying e constrangimentos em sala de aula.
A mensalidade do ensino fundamental na instituição gira em torno de R$ 1.100.

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