Uma fala forte durante sessão legislativa chamou atenção e gerou repercussão política. Em discurso na tribuna, um vereador afirmou que foi responsável por “salvar” a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que está em andamento, alegando que o processo corria risco de ser anulado por falhas no procedimento.
Segundo o parlamentar, a condução inicial da comissão estaria “viciada”, o que poderia comprometer toda a investigação. Ele disse ter experiência no assunto e afirmou já ter participado de quatro CPIs, o que teria ajudado a identificar os problemas no andamento dos trabalhos.
“Eu salvei a condução da CPI, porque ela estava viciada no procedimento. Já participei de quatro CPIs e sei como funciona”, declarou.
Reunião sem gravação gerou crítica
Durante a fala, o vereador também criticou o fato de uma reunião importante sobre o tema não ter sido gravada, o que, segundo ele, deveria ter acontecido para garantir mais transparência.
Ele chegou a pedir ao presidente da Casa que todas as reuniões desse tipo passem a ser registradas, evitando questionamentos futuros.
“Quem fez algo errado vai pagar”, afirma
O parlamentar afirmou ainda que está tranquilo em relação às investigações e disse não temer qualquer tipo de apuração.
“Se alguém fez alguma coisa de errado, esse alguém vai pagar. Não serei eu”, afirmou.
Ele também comentou sobre a existência de delação envolvendo o caso investigado, ressaltando que esse tipo de procedimento normalmente só avança quando existem provas.
Crítica às redes sociais e defesa de investigação séria
Na tribuna, o vereador também fez críticas ao que chamou de mídias pagas e redes sociais, que, segundo ele, muitas vezes divulgam versões que interessam a determinados grupos.
Para o parlamentar, é preciso que a CPI siga rigorosamente a legalidade, evitando acusações antes da conclusão das investigações.
“Nunca usei CPI politicamente. Antes de terminar qualquer investigação, nunca fiz acusação baseada em achismo”, afirmou.
“Durmo tranquilo”, diz vereador
Encerrando o discurso, o vereador disse que não tem medo de investigações e que continua exercendo o mandato com tranquilidade.
“Durmo tranquilo. Não tenho medo que ninguém bata na minha porta às seis da manhã”, declarou.
A CPI segue em andamento e deve continuar ouvindo testemunhas e analisando documentos nas próximas etapas da investigação.






