Bancada do PL cobra explicações de Lucas Maia (MDB) e esquenta debate no plenário da Câmara
O Requerimento 08/26, apresentado pela bancada do PL, transformou a 4ª Sessão Ordinária de 2026 da Câmara de Balneário Piçarras em um palco de confronto político entre vereadores.
O documento, que pede explicações formais sobre as medidas adotadas pela presidência após episódios de invasão e tumulto no plenário, acabou revelando tensões internas e divergências sobre a condução da Casa.
A bancada do PL defendeu o requerimento como um instrumento legítimo de fiscalização e transparência, argumentando que o Legislativo precisa dar respostas claras à população sobre as providências adotadas para garantir a segurança nas sessões.
Para os autores, o pedido de informações é necessário diante da gravidade dos episódios registrados.
Perdeu a razão
O presidente da Câmara, vereador Lucas Maia, reagiu de forma contundente e classificou o requerimento como um constrangimento institucional. Em tom crítico, afirmou que não há motivo para questionamentos formais, já que, segundo ele, seu gabinete sempre esteve aberto ao diálogo e as informações estão disponíveis no Portal da Transparência.
Durante a discussão, Maia também sugeriu que os vereadores do PL estariam agindo sob influência externa, o que elevou ainda mais a temperatura do debate no plenário.
O vereador Maikon Rodrigues rebateu as declarações e acusou a presidência de falta de diálogo com os parlamentares.
Segundo ele, a Mesa Diretora não foi informada previamente sobre as medidas adotadas após os episódios, o que justificaria a apresentação do requerimento.
A troca de acusações evidenciou um clima de desconfiança e disputa política dentro da Câmara, com discursos que ultrapassaram o conteúdo do documento e expuseram o desgaste na relação entre a presidência e a bancada do PL.
O requerimento agora deverá ser respondido formalmente, enquanto o episódio reforça o ambiente de tensão política no Legislativo de Balneário Piçarras neste início de ano.
“O que ele (Lucas Maia) fez é caso de polícia, oferecer cargo em troca de vantagem política”, disparou Margute
A tensão política na Câmara de Balneário Piçarras ganhou um novo capítulo após o presidente municipal do PL, Angelo Margute, rebater as declarações do presidente do Legislativo, vereador Lucas Maia, e fazer uma grave acusação sobre os bastidores da votação do Requerimento 08/26.
Segundo Margute, a bancada do PL apresentou o requerimento com o objetivo de obter respostas claras sobre as medidas adotadas para garantir a segurança nas sessões, após episódios de invasão e tumulto no plenário. O dirigente afirma que o pedido é legítimo e faz parte do papel de fiscalização dos vereadores. O requerimeno foi aprovado por unanimidade, com voto inclusve dos vereadores do MDB.
De acordo com o presidente do partido, nos dias que antecederam a votação, Lucas Maia teria procurado a bancada do PL e a direção da sigla para tentar retirar o requerimento.
Conforme a denúncia, o presidente da Câmara teria feito uma proposta considerada “inadequada e incabível” na política: caso o requerimento fosse retirado, ele enviaria um projeto para aumentar o número de assessores de cada vereador.
Margute classificou a suposta oferta como “indecorosa” e afirmou que a bancada não aceita esse tipo de negociação.
O dirigente disse ainda que a atitude seria um desrespeito e chegou a afirmar que a situação poderia configurar caso de polícia, por envolver, segundo ele, a oferta de cargos em troca de vantagens políticas.
A declaração aumenta a pressão sobre a presidência da Câmara e aprofunda o clima de confronto político entre a bancada do PL e o comando do Legislativo municipal.
“O requerimento é legítimo, Lucas Maia foi negligente, é inexperiente e incapaz de ocupar o cargo de chefe do Poder Legislativo”, comentou Margute.






