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Mãe de Piçarras vive dias de angústia após filha apresentar grave quadro neurológico dias depois de tomar vacina contra febre amarela

Divulgação/AlbumPessoal

Uma sequência de dias que deveria ser comum na rotina de uma família acabou se transformando em um período de medo, incertezas e dor para Hemeli Altini.

Mãe de uma bebê pequena, com apenas 10 meses, ela relata que tudo começou após a aplicação da vacina contra a febre amarela, no dia 13 de janeiro, em um procedimento que, à primeira vista, parecia absolutamente normal.

Quase duas semanas depois, a filha começou a apresentar sinais preocupantes. Primeiro veio a recusa alimentar, seguida de irritação constante e febre. Em poucos dias, o quadro evoluiu de forma assustadora: febre alta, perda de força, sonolência extrema e incapacidade até mesmo de mamar.

Hemeli descreve momentos de desespero ao buscar atendimento médico. Em um dos episódios mais marcantes, conta que a filha permaneceu por horas com febre de 39°C em um hospital, sem receber medicação, enquanto ela própria tentava aliviar o sofrimento da bebê com compressas de pano.

“Foi desesperador. Eu via minha filha queimando de febre e não tinha nada além das minhas mãos para tentar ajudar”,
LEMBRA A MÃE DA BEBÊ

Com o agravamento dos sintomas, a criança acabou internada com suspeita de meningite, diagnóstico que abalou profundamente a família. A palavra, pesada e assustadora, trouxe consigo noites sem dormir e a angústia da espera por respostas.

Nos dias seguintes, a Vigilância Epidemiológica informou que o caso não era contagioso e retirou o isolamento.

Entre conversas e explicações ainda inconclusivas, surgiu a possibilidade de que a reação estivesse relacionada à vacina aplicada semanas antes — uma hipótese que agora também faz parte das investigações médicas.

Enquanto os exames definitivos não são divulgados, Hemeli vive entre a esperança e o medo.

Seu relato não é apenas um pedido por respostas, mas também um apelo por mais atenção, acolhimento e humanidade no atendimento à saúde infantil.

“Nenhuma mãe deveria passar por isso sem explicações, sem cuidado e sem respeito”, desabafa.

O caso segue sob acompanhamento médico, e a família aguarda os resultados que possam, finalmente, esclarecer o que aconteceu com a pequena.